Materiais naturais vs. sintéticos: prós e contras

Muito falamos sobre a forma como a Lovato privilegia a sustentabilidade em seus materiais e processos, mas sabemos que esse é um tema complexo. Da escolha e da origem das matérias-primas ao efeito a longo prazo no produto final, parte intrínseca da qualidade do mobiliário para áreas externas é o respeito ao meio ambiente sem abrir mão da performance, da durabilidade e do conforto.

Temos muito orgulho das tecnologias que trouxemos ao mercado nacional, como a bananeira torcida e o vime sintético, materiais mais duráveis e com texturas muito semelhantes às das fibras naturais. Mas por que esses materiais sintéticos são tão inovadores e sustentáveis para a fabricação de móveis para áreas externas?

A própria durabilidade é um dos principais fatores. Nossos materiais sintéticos não requerem trocas frequentes nem aplicações recorrentes de verniz, tampouco dependem da extração direta de recursos naturais. É uma escolha que une o útil ao agradável: uma inovação que combina melhor desempenho, resistência às intempéries e conforto, preservando a familiaridade estética das fibras naturais no mobiliário outdoor.

É claro que materiais naturais possuem a vantagem de dispensar o uso de plásticos e contam com a biodegradabilidade como um ponto positivo, reduzindo o impacto no descarte. O ciclo de decomposição, no entanto, não favorece esses materiais quando o assunto é a produção de móveis outdoor que precisam suportar exposição contínua ao sol, à chuva e às variações climáticas. Mesmo com manutenção e cuidados em dia, eles tendem a apresentar menor durabilidade do que os materiais sintéticos e podem exigir mais substituições ao longo do tempo, aumentando o consumo de recursos quando considerada a escala de produção.

Isso não significa que um material sintético seja sustentável por si só. O desempenho ambiental também depende da forma como ele é produzido, utilizado e reaproveitado. Na fabricação, a Lovato toma o cuidado de empregar matérias-primas monocompostas: ou seja, formadas 100% por um único componente, sem misturas de diferentes materiais ou aditivos químicos que dificultem a reciclagem. Essa escolha facilita o reaproveitamento de sobras e excedentes, reduz o desperdício nos processos fabris e contribui para novos ciclos produtivos.

O tricô náutico é um bom exemplo de material que reúne sustentabilidade e alta performance. Além de ser resistente ao sol, à água, à umidade e às variações térmicas típicas das áreas externas, ele também é fácil de reaproveitar em caso de descarte. Como não se desfia e não exige separação de fibras para reciclagem, torna-se uma solução mais eficiente para um mobiliário para áreas externas pensado para durar por muitos anos.

A sustentabilidade também está diretamente ligada à vida útil de um produto. Quanto maior a durabilidade de um móvel, menor a necessidade de substituições e menor o consumo de recursos ao longo do tempo. Por isso, desenvolver móveis para áreas externas resistentes, confortáveis e preparados para diferentes condições climáticas é parte importante de uma produção mais consciente.

O móvel externo tem justamente esse desafio: unir forma, desempenho, conforto e resistência, e a escolha das matérias-primas é apenas uma parte desse processo. Na próxima semana, falaremos sobre outros aspectos da criação de móveis outdoor de alta performance: o design, a ergonomia e o propósito de cada produto, etapas que começam antes mesmo da seleção dos materiais. Como sempre, nos vemos na sexta que vem!

Um abraço
Studio Lovato