
O papel das cores neutras e terrosas nas áreas externas
Uma das primeiras coisas que percebemos em uma área externa bem planejada é a cor de cada elemento. De tons quentes e frios, saturados e destacados a cores neutras que ajudam a compor a fundação do visual, a paleta de cores influencia e aguça as percepções que temos de tudo à nossa volta. No mobiliário outdoor, não é diferente: a cor e as texturas de estofados, cadeiras, poltronas e mesas para áreas externas são normalmente o primeiro aspecto de conforto visual, de integração ao conjunto e de durabilidade com o qual teremos contato.
Nas áreas externas, a sensação de continuidade entre áreas naturais e projetadas, com uma pequena pitada de contraste entre um elemento e outro, consegue, antes mesmo de qualquer outra experiência sensorial, convidar e aconchegar quem as vê. Os tons neutros e terrosos são capazes de transmitir leveza e, ao mesmo tempo, resistência: tons castanhos e cinzas não estimulam demais os sentidos e equilibram performance e harmonia. Aliados a design e planejamento inteligentes, móveis para áreas externas nessas opções de cor conseguem fugir sem dificuldade da monotonia enquanto preservam uma atmosfera serena junto ao ambiente.


Sem abrir mão da criatividade, é possível chamar atenção para os contrastes mesmo fora das matizes saturadas. Um bom exemplo de como aproveitar a estética que os tons suaves trazem é justamente explorar como eles integram móveis outdoor e paisagem de maneira fluida. Cores pastéis, bege e semelhantes evocam calma e calor emocional, ajudando a construir um espaço relaxante. Mais uniformes e simples, ambientes nesses padrões de cor são percebidos como mais espaçosos e organizados.
Um bom exemplo de como as escolhas de cores influenciam a experiência sensorial da área externa é o efeito das estações do ano. Nuances marrons escuras tendem a ser percebidas como mais quentes do que as próximas do cinza, funcionando melhor em períodos de outono e inverno. No entanto, isso não é regra: acabamentos de madeira em seus tons naturais castanhos também podem transmitir frescor, contanto que aliados a paletas claras, boa iluminação e um espaço organizado, valorizando a ventilação. As estações quentes costumam ser os períodos mais movimentados para as áreas externas, e um jardim colorido na primavera se beneficia esteticamente muito mais de móveis para áreas externas que harmonizem com o ambiente do que destoem no meio da paisagem.



Além de cumprirem um papel de suporte visual para detalhes em cores mais destacadas, que podem vir na forma das luzes do ambiente, de uma lareira acesa ou mesmo de flores e estampas, por exemplo, há praticidade nos tons ocres, marrons e cinzas. Por costumarem ser as cores naturais de fibras, madeiras, metais e tecidos utilizados no mobiliário outdoor, a composição química das pinturas empregadas torna-se menos agressiva, promovendo um processo de fabricação mais sustentável que fortalece a escolha por essas paletas neutras. A sensação visual transmite menos artificialidade e uma ideia não apenas de leveza, mas também de robustez: a baixa saturação dos tons terrosos e neutros faz com que os materiais sejam percebidos como mais resistentes, duráveis, naturais e ecologicamente amigáveis.
Mesmo sem roubar os olhares como elemento visual, as cores neutras e terrosas em áreas externas podem transmitir uma enorme variedade de sensações, desde harmonia com a paisagem até influência na percepção da qualidade do mobiliário outdoor. A visão costuma ser a primeira etapa da experiência sensorial e, com harmonia nessas escolhas, demonstramos essa qualidade na ABIMAD’42 durante a próxima semana, no São Paulo Expo, de segunda a quinta-feira. E na sexta, é claro, falaremos sobre o nosso espaço naquela que é a maior feira de mobiliário da América Latina.
Nos vemos na sexta que vem!
Um abraço
Studio Lovato
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