Bienal de Arquitetura Brasileira: um novo palco de inovação

No dia 25 de março, o Parque Ibirapuera abriu suas portas para um novo conceito em arquitetura, inovação e troca de ideias. É a Bienal de Arquitetura Brasileira (ou BAB), um evento lançado com o propósito de valorizar as raízes e a contemporaneidade brasileira na arquitetura e na vida cotidiana. 

Bienal de Arquitetura: uma história que vai além

As bienais de arquitetura são eventos já consagrados na área. A mais consagrada é a Bienal de Veneza, ou “La Biennale”. No Brasil, já tínhamos a Bienal Internacional de São Paulo desde 1973. O propósito desses eventos é demonstrar, em geral através de uma mini cidade, um pouco da cultura arquitetônica de cada país. Técnica, história e conceito dividem espaço em dezenas de pequenos pavilhões, cada um dedicado a uma cultura, oferecendo uma visita rica tanto para os profissionais da área quanto para os curiosos.

Por que foi criada uma nova Bienal no Brasil?

Apesar de já termos uma Bienal consagrada em São Paulo, a BAB surge com uma proposta completamente nova: valorizar a arquitetura exclusivamente brasileira e a forma como a nossa forma de viver coexiste com ela. Afinal, a influência do Brasil na arquitetura global é imensurável: o modernismo brasileiro é icônico e ditou movimentos internacionais que evoluem até hoje. Oscar Niemeyer e Burle Marx são referências do Brasil para o mundo. Nossa exuberância natural e nossa tropicalidade inspiram projetos ao redor do planeta. Então, por que não valorizar toda essa abundância cultural em um lugar dedicado? Essa é a proposta da Bienal de Arquitetura Brasileira. 

Como funciona a Bienal de Arquitetura?

O espaço é dividido em seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampas. Dentro de cada bioma, os estados brasileiros são representados um a um no seu espaço natural correspondente. Um estúdio de arquitetura foi selecionado para elaborar um espaço para cada estado que representa cultura e história, além do projeto arquitetônico: por exemplo, o espaço do Acre valoriza a cultura das mulheres seringueiras, em um desenho de Marlúcia Cândida e Marcelo Rosenbaum. Já o espaço do Rio Grande do Sul faz referência à Querência Amada em uma parceria do Studio Carbono com a Matte Arquitetura.

A indústria de mobiliário na Bienal de Arquitetura Brasileira

E é claro que a nossa indústria tem espaço em um evento tão importante: uma pluralidade de aspectos do cotidiano brasileiro é representada, e a mobília ajuda a contar essa história por meio da decoração, das formas e dos conceitos que cada peça carrega. Seja indoor ou outdoor, a mobília legitimamente brasileira também faz parte dessa história e ocupa um papel central nos projetos dos pavilhões. A matéria-prima, por exemplo, tem um papel fundamental nesse propósito: móveis de madeiras legitimamente brasileiras têm protagonismo no evento por também retratar a forma como a nossa biodiversidade participa das nossas criações. 

E esse é só o começo: a cada dois anos, estamos ansiosos para ver as formas como essa história vai evoluir. A Bienal de Arquitetura Brasileira é um evento com um potencial imensurável, que ajuda a declarar o protagonismo do Brasil em uma área que sempre teve tudo a ver conosco. Não só isso, que foi ditada por nós através da nossa personalidade criativa e focada em resolver problemas do cotidiano através do design. E é exatamente esse o conceito do evento: a vida cotidiana como ela é, na sua pluralidade, e a forma como a arquitetura tem um papel fundamental na sua formação. 

E não é esse o único evento importante que está no nosso radar: o Salone del Mobile di Milano começa em 25 dias, e nós estamos preparando um espaço carregado de significados, aconchego e design. Não perca nossa participação no Isaloni: encontre-nos no pavilhão 14 e apaixone-se conosco. Nos vemos na sexta que vem! 

Um abraço
Studio Lovato